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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Diferenças entre Filtro de Linha, Estabilizador e No-Break

Quem nunca estava digitando aquele trabalho super importante ou tinha chegado na 100ª fase do jogo depois de muito suor e… puf! Todo o esforço vai por água abaixo por causa de uma queda de luz?
Você se morde de ódio de não ter parado alguns segundos para salvar o andamento da sua tarefa. Depois disso você fica pensando: “Se eu tivesse tal peça, isso não aconteceria!”
O computador ainda é um equipamento muito caro e sensível para ficar desprevenido em relação às inconstâncias da rede elétrica. Qualquer variação pode afetá-lo a ponto de você queimar algum componente ou até mesmo ter perda total.
Para isso o mercado dispõe de várias alternativas com a finalidade de proteger o seu amigo de sobrecargas, altas e baixas tensões, piques de luz e até da falta de energia. Alguns oferecem até proteção para a linha telefônica (isso evita queimar o modem dial-up, por exemplo).
Porém, o consumidor fica na dúvida de quais destas opções levar para casa.
Os culpados desta dúvida são 3 tipos de equipamentos, com diferentes preços e funcionalidades, que acabam induzindo o usuário ao erro na hora de comprar o mais adequado à sua necessidade. Esses equipamentos são: Filtro de Linha, Estabilizador e o No-Break.

 

Filtro de Linha

Seu papel principal é filtrar os ruídos e interferências da rede elétrica, ou seja, ele faz a energia passar limpinha pela corrente para o computador.
Isso acontece porque ele tem uma peça chamada varistor que elimina qualquer freqüência elétrica acima de 60 Hz. Esse valor é o padrão e significa que a tensão elétrica variou 60 vezes em um intervalo de 1 segundo.
Este produto hoje se tornou desnecessário, devido aos estabilizadores e fontes já possuírem um filtro de linha próprio embutidos.
Seu uso só é indicado se você precisar de mais tomadas para ligar os seus equipamentos ao estabilizador. Funcionando assim como uma espécie de extensão.
Este equipamento custa em média 15 reais. Mas se você possuir ou está pensando em comprar um estabilizador ou até um no-break, não precisa gastar dinheiro com isso.

Estabilizador
Este equipamento faz uma proteção mais completa e eficiente que o filtro de linha. Ele é o responsável por manter a tensão da saída normalizada, transformando altas e baixas tensões em tensões constantes, funcionando como uma espécie de funil.
O estabilizador procura manter uma tensão constante e estável, ou seja, se na rede elétrica houver picos ou ocorrer um aumento ou queda de tensão, o equipamento entra em cena e compensa essa diferença. Ele também possui varistores e fusíveis. Seu funcionamento é simples, porém muito útil.
Sua necessidade se deve porque a rede elétrica possui uma tensão alternada (entre 110v e 127v) e o computador utiliza uma tensão contínua (por exemplo, utiliza sempre 12v para um componente).
Para que nós possamos transformar uma corrente alternada em uma corrente contínua, precisamos de um equipamento como o estabilizador.
Sua função é muito parecida com a de um guarda-costas, caso haja uma variação muito forte na corrente elétrica, ele se queima para não danificar o computador. Ou seja, é como se ele se “sacrificasse” para que o PC não fosse afetado. Em muitos casos, uma simples troca de fusível “ressuscita” o estabilizador.
Existem no mercado estabilizadores mais baratos, em média 30 e 40 reais, mas que são ineficientes. Uma comparação feita pela Proteste, reprovou 7 das 8 marcas comercializadas no país. Esses estabilizadores não exerciam sua principal função: estabilizar a tensão.
Mas ainda existem à venda estabilizadores que realmente dão conta do recado, porém um pouco mais caros. As marcas indicadas são APC, Ragtech e Microsol.

No-Break
O no-break é o melhor sistema de proteção e o mais completo de todos. Ele também é conhecido como UPS (Uninterruptible Power Supply), em português, fonte de alimentação ininterrupta.
Sua diferença crucial em relação ao estabilizador é que além de estabilizar a tensão, na falta de energia, ele continua alimentando o seu micro por um determinado tempo para que você possa utilizar mais um pouqinho o PC, salvar tudo e desligá-lo em segurança.
Isso se deve ao fato do no-break possuir uma bateria, que é carregada enquanto a rede elétrica está funcionando normalmente.
Essa bateria possui uma autonomia, que é o tempo em que ela sustenta o computador ligado. Esse tempo varia em no-breaks normais, de 10 a 15 minutos de energia. Por isso não é recomendado ficar usando o computador como se nada tivesse acontecido.
Para que a autonomia seja maior, é recomendável que se ligue somente o computador e o monitor ao no-break, evitando a conexão de outros periféricos que contribuem para o esgotamento mais rápido da bateria.
Também existem no mercado, no-breaks com suporte a baterias extras. Assim você pode comprar uma bateria adicional e aumentar a autonomia para poder utilizar o seu computador por um tempo razoável.
Atualmente existem dois tipos de no-break: os On-Line e os Off-Line.
Offline
Este tipo de No-break é o mais barato, porém apresenta um retardo em seu acionamento. Quando a luz acaba, este tipo demora um tempo (coisa de milissegundos) para detectar a falta de energia e então acionar a bateria.
Este atraso é imperceptível, porém pode danificar os componentes mais sensíveis ou ocorrer travamentos. O mais comum é o Line Interactive que também estabiliza a tensão, o que não é requisito padrão de um no-break offline.
Online
É o tipo de no-break que custa mais, mas por isso também tem suas vantagens. Ele proporciona uma maior segurança ao usuário por não oferecer nenhum tipo de retardo. O produto oferece algumas vantagens em relação ao modelo offline.
Neste tipo de no-break a bateria fica constantemente em funcionamento, isto é, a energia vem da tomada e passa pela bateria que alimenta o computador.
Quer dizer que em nenhuma ocasião haverá uma desestabilidade no fornecimento de energia.
Este método não há risco de danos para os componentes e nem atrasos no funcionamento do computador, é um sistema inteligente.
Esses modelos geralmente já vêm com módulo estabilizador embutido evitando assim, a compra de um estabilizador em separado.
Na hora de comprar seu no-break, se tiver condições, opte por produtos com uma potência de 1Kva ou superior. Um no-break  tem preço muito variado, os mais baratos custam a partir de 220 reais. As marcas recomendadas são APC e SMS.

Supressor de Surto
Uma opção econômica e que quebra um belo galho é o Supressor de Surto.
Este produto sustenta o computador por aproximadamente 5 minutos, tempo suficiente para se salvar documentos e jogos e desligar o equipamento em segurança.
O produto é perfeito para proteção contra piques de luz (aquela falta de luz sacana), porque evita o desligamento brusco do computador, protegendo as suas tarefas em andamento. Custa em média entre 125 e 150 reais e é fabricado pela APC.
Essa questão elétrica pode trazer muita dor de cabeça se não houver medidas de prevenção. Logo a seguir estão listadas algumas dicas para proteger o computador e seus componentes, e assim aumentar a vida útil deles:
- Quando houver tempestades muito fortes, desligue o seu computador da tomada. Se você usa a internet discada, também desconecte o cabo telefônico do modem.
- Utilize o desligamento automático do monitor, deste jeito você estará economizando energia e aliviando a conta de luz no fim do mês.
- Não se esqueça de desligar o botão do estabilizador quando não estiver utilizando o computador, caso contrário, mesmo com PC desligado estará gastando energia.
- Sempre compre produtos certificados pelo Inmetro. Eles são exaustivamente testados quanto á sua eficiência antes de irem ao consumidor final.

domingo, 26 de setembro de 2010

Cálculo do consumo de energia elétrica

 

Paulo Augusto Bisquolo*

Muitas vezes, na propaganda de certos produtos de eletrônicos, destaca-se a sua potência. Podemos citar como exemplos os aparelhos de som, os chuveiros e as fontes dos microcomputadores.
Sabemos que esses aparelhos necessitam de energia elétrica para funcionar. Ao receberem essa energia elétrica, eles a transformam em outra forma de energia. No caso do chuveiro, por exemplo, a energia elétrica é transformada em energia térmica.
Quanto mais energia for transformada em um menor intervalo de tempo, maior será a potência do aparelho. Portanto, podemos concluir que potência elétrica é uma grandeza que mede a rapidez com que a energia elétrica é transformada em outra forma de energia.
Define-se potência elétrica como a razão entre a energia elétrica transformada e o intervalo de tempo dessa transformação. Observe o quadro abaixo:

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A definição de potência elétrica, como se vê no quadro acima, não é o único modo que nós temos para a sua determinação. Na eletrodinâmica, lidamos muito com os valores de tensão elétrica e corrente elétrica, e, portanto, nos seria muito útil termos uma maneira de determinar a potência elétrica sabendo os valores dessas grandezas.
Considere então um dispositivo que esteja participando de um circuito elétrico. Esse dispositivo é chamado de bipolo e possui dois terminais, um por onde a corrente entra e outro por onde a corrente sai. Pilhas e lâmpadas são exemplos de bipolos.
Para a corrente passar por esse bipolo, é necessário que seja estabelecida uma diferença de potencial (U) nos seus terminais, ou seja, uma tensão. Sabendo-se o valor dessa tensão e o valor da corrente que flui pelo bipolo, podemos calcular o valor da potência elétrica através da formula mostrada no quadro abaixo.

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Potência elétrica dissipada
Quando utilizamos algum aparelho que funciona à base de transformação de energia, podemos observar que ele esquenta durante o seu funcionamento. Isso não é diferente quando estamos lidando com aparelhos que funcionam à base de energia elétrica.
Esse aquecimento é conhecido como efeito Joule, e ele é fruto das colisões que os elétrons sofrem contra os átomos e íons que pertencem ao condutor. A energia que é drenada nesse aquecimento é chamada de energia dissipada.
Existem aparelhos que têm como objetivo dissipar toda a energia elétrica e transformá-la em energia térmica. Temos muitos exemplos cotidianos de aparelhos que funcionam assim, o chuveiro, o ferro de passar, o forno elétrico, o secador de cabelo, etc.
Os aparelhos citados são providos de resistores. Esses resistores são dispositivos que transformam integralmente a energia elétrica em energia térmica, e por isso, quando a corrente elétrica flui por ele, ele esquenta.
Se tomarmos a lei de Ohm, junto com a fórmula que se encontra no segundo quadro deste artigo, é possível determinar o valor da potência elétrica dissipada. Observe o quadro abaixo:

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Com as duas últimas fórmulas do quadro, é possível determinar a potência dissipada e, com a fórmula que se encontra no canto inferior direito do quadro, pode-se responder uma pergunta que várias vezes é levantada nas aulas de física sobre esse assunto: "Quando colocamos a chave do chuveiro na posição inverno, aumentamos ou diminuímos a resistência do chuveiro?"
O chuveiro é ligado a uma tensão praticamente constante. Na posição inverno, a água sai mais quente e por isso está havendo uma maior dissipação de energia. Se a tensão é constante, para ocorrer o aumento da potência é necessário diminuirmos o valor da resistência. Observe a fórmula mencionada, a resistência está no denominador, e por isso a sua redução acarreta no aumento da potência dissipada.

Unidades de potência e energia elétrica
Nos livros didáticos em geral, são adotados dois sistemas de unidades, o Sistema Internacional e o sistema prático. Vamos ver as unidades de potência e energia elétrica nesses dois sistemas.
  • potência elétrica
    As duas unidades de potência mais usadas são o watt (W) e o quilowatt (kW). Elas estão representadas no quadro abaixo, assim como a conversão entre elas:

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  • energia elétrica
    No Sistema Internacional, a unidade de energia elétrica é o joule (J), mas na prática usamos o quilowatt hora (kWh). A conta de consumo de eletricidade da sua residência vem nessa unidade. Observe a figura a seguir:

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    Note que o kWh é uma unidade de medida grande e por isso ela é compatível para o uso nas medidas de energia elétrica. Imagine que sem avisar a companhia de fornecimento de energia elétrica resolvesse enviar a conta de luz em joules. O valor da energia consumida seria o valor em kWh multiplicado por 3.600.000J. O resultado seria um valor muito grande que no mínimo resultaria em um susto no dono da conta.

    Cálculo do consumo de energia elétrica
    Vamos por meio de um exemplo bem simples ver como é feito o cálculo do consumo de energia elétrica. Considere um banho de 10 minutos em um chuveiro elétrico de potência de 5.200W. Primeiro, devemos passar a potência do chuveiro para kW e o tempo do banho para horas.

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    Com a potência em kW e o tempo em horas, o resultado do consumo já sairá em kWh. Para obter esse consumo, usaremos a formula que foi apresentada na primeira figura deste artigo, pois nós temos o tempo e a potência do chuveiro.

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    Se soubermos o valor do kWh cobrado pela concessionária, poderemos determinar qual foi o custo desse banho. Vamos tomar o preço cobrado pela concessionária que fornece energia na minha casa, que vale R$ 0,32, e vamos multiplicar esse valor pelo valor da energia consumida durante o banho, nesse caso, 0,87kWh.

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    Um valor relativamente pequeno, mas se considerarmos uma família com quatro membros, cada um tomando um banho de 10 minutos por dia, teremos um consumo diário de mais de um real. Se pensarmos no consumo mensal, teremos na conta mais de trinta reais devido somente aos banhos da família.
    Então podemos concluir que o chuveiro realmente é responsável por uma fatia significativa na despesa mensal com a conta de luz.

  • * Paulo Augusto Bisquolo é professor de física do colégio COC-Santos (SP).

    Energia Elétrica

    1. Energia é a propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho. Pode ter várias formas: potencial, mecânica, química, eletromagnética, elétrica, calorífica, etc. Essas várias formas de energia podem ser transformadas umas nas outras. A energia elétrica - ou eletricidade - é como se designam os fenômenos em que estão envolvidas cargas elétricas.

    2. A energia elétrica pode ser gerada por meio de fontes renováveis de energia (a força das águas e dos ventos, o sol e a biomassa), ou não-renováveis (combustíveis fósseis e nucleares). No Brasil, onde é grande o número de rios, a opção hidráulica é mais utilizada e apenas uma pequena parte é gerada a partir de combustíveis fósseis, em usinas termelétricas.

    3. As partes principais de uma usina hidrelétrica são: a barragem, que tem por função barrar o fluxo da água do rio, represando-a; as comportas e o vertedouro, que controlam o nível de água da represa, evitando transbordamentos; e a casa de máquinas, onde estão instalados os geradores acoplados às turbinas. Para transformar a força das águas em energia elétrica, a água represada passa por dutos forçados, gira a turbina que, por estar interligada ao eixo do gerador, faz com que este entre em movimento, gerando a eletricidade.

    4. No caso de uma usina termelétrica, temos uma combinação diferente: a fornalha, onde é queimado o combustível; a caldeira, onde é produzido o vapor. O jato de vapor extraído da caldeira gira a turbina que, por estar interligada ao eixo do gerador faz com que este entre em movimento, gerando a eletricidade.

    5. Após ser gerada, a energia elétrica é conduzida por cabos até a subestação elevadora, onde transformadores elevam o valor da tensão elétrica (voltagem). Assim, nesse nível de tensão, a eletricidade pode percorrer longas distâncias pelas linhas de transmissão, sustentadas por torres, até chegar nas proximidades de onde será consumida.

    6. Antes disso, porém, a energia elétrica precisa ser reduzida na subestação abaixadora por meio de transformadores. Em seguida, ela percorre as linhas de distribuição, que podem ser subterrâneas ou, como é mais corriqueiro, por rede aéreas. Finalmente, a energia elétrica é transformada novamente para os padrões de consumo local e chega às residências e outros estabelecimentos. A AES Eletropaulo é responsável pela entrega da eletricidade até a conexão dos fios de sua rede com as instalações do consumidor, geralmente no poste particular.

    7. O consumo de energia elétrica depende da potência do aparelho utilizado e do tempo de utilização. Os aparelhos elétricos possuem diferentes potências, consumindo mais ou menos energia. Essa potência é expressa em watts (W) e deverá estar mencionada na placa de identificação afixada no próprio aparelho. É o medidor de energia elétrica (relógio de luz) que registra o consumo de eletricidade. Mensalmente a AES Eletropaulo realiza a leitura do consumo, para que seja emitida a fatura (conta) de energia elétrica. O consumo do mês é calculado com base na diferença entre a leitura obtida no mês em curso e a do mês anterior.

    terça-feira, 14 de setembro de 2010

    Como usar a bateria do notebook?

    1. Baterias de Li-íon (notebooks atuais) não causam efeito memória (famoso vicio de bateria);
    2. Somente as baterias de NiMn e NiCd têm efeito memória;
    3. A vida útil de uma bateria de note varia de 500 a 800 ciclos de carga/descarga (feita para durar de 2 a 3 anos com uso racional, claro);
    4. Uso intenso da bateria, por exemplo, executivos, vendedores externos, a vida dela não deve passar de 1 ano devido ao grande volume de ciclos carga/descarga;
    5. Nunca dê carga na bateria e retire do note pra guardar por muito tempo, ou seja, mais de 2 meses (quando voltar pra pegar e usar ela no laptop, corre o risco de ter perdido a capacidade de carga de antes);
    6. Nunca descarregue totalmente a bateria do note e guarde também. A bateria guardada vai perder o restinho de carga e pode chegar a 0%. Se chegar, adeus - Não pega mais carga;
    7. No entanto, uma bateria nunca deve perder totalmente sua carga. Senão vc não consegue "ressucitar" ela com o carregador (Adaptador AC);
    8. Quando o windows avisar que a bateria deve ser carregada, deixe ela chegar até 1% e só depois coloque o carregador ou então deixe finalizar as tarefas e ponha o carregador novamente;
    9. Quando for usar o note, repare se a ultima vez que usou e desligou, ele estava com carga total + de 98% (usando Corrente Alternada - CA, ou seja, no carregador);
    10. Se sim, ligue o note no carregador e use normalmente;
    11. Se não, continue a usar na bateria e aguarde atá que ela descarregue próximo de 1%;
    12. Não faça carga/descarga da bateria todo dia! A não ser que seu trabalho induza a isso. Você estará reduzindo os ciclos de carga/descaga da bateria. A vida útil cai;
    13. Se tiver oportunidade no local de usar a corrente alternada (na tomada), opte por isso;
    14. Faça descarga/carga na Bateria pelo menos 1 vez por semana;
    15. Lembre-se ela é feita pra durar de 2 a 3 anos... (exclui-se os casos de uso intenso em ambientes externos. Nesse caso, usa-se uma bateria sobressalente);
    16. Deu queda de energia de mais de 1 minuto?? Então retire o cabo de força do note e use na bateria até esgotar próximo de 1%;
    17. Ficar retirando e colocando a bateria do note pode causar degastes no cotato bateria/note. E com isso, ela poderá também ficar folgada futuramente na carcaça do note gerando mau contato entre as parte da bateria e o laptop;
    18. Pode-se também seguir uma sistemática de uso assim:
      • Use a bateria do notebook até uns 20% sobrando de carga;
      • Retire a bateria do notebook e guarde na pasta com esta carga;
      • Vá usando o laptop apenas no carregador durante a semana;
      • Nos fins de semana ou na segunda-feira, coloque a bateria e use-a descarregando aqueles 20% que estavam guardados;
      • Carregue novamente até dar 100% e depois descarregue atingindo dos 20%;
      • Guarde novamente a bateria na e volte a usar no adaptador AC durante a semana;
      • Vai repetindo o processo de semana em semana.
    19. Ao final de 1 ano, sua bateria deverá ter completado apenas uns 50 ciclos de carga/descarga. Somando aí os trabalhos externos com o note, você estará consumindo no mais ou menos uns 200 ciclos de carga/descarga em 1 ano.

    segunda-feira, 13 de setembro de 2010

    Circuito Paralelo

    Um Circuito Paralelo é um circuito no qual, quer os Terminais de Entrada, quer os Terminais de Saída das Resistências (ou de outros Componentes Electrónicos) que o constituem, estão ligados entre si, Figura 1. Num Circuito Paralelo, a Tensão V aos terminais de cada componente é a mesma, mas a Corrente que atravessa cada componente, Ix, é independente das outras, dependendo da Resistência do componente, Rx, Ix = V / Rx.

    A Totalidade da Condutância (1 / R) do Circuito Paralelo é a soma de todas as Condutâncias dos Componentes, 1 / R = 1 / R1+ 1 / R2 + ... + 1 / Rn, Figura 1.

    Figura 1 : Esquema de um Circuito em Paralelo

    Na Figura 2, as duas Lâmpadas Eléctricas, B1 e B2, e a Fonte de Alimentação V estão ligadas em Paralelo. A mesma Tensão V, V = V1 = V2, é aplicada às duas Lâmpadas Eléctricas. Porque as suas Resistências, R1 e R2, são iguais, R1 = R2, as Correntes que fluem através de B1 e B2 são também as mesmas, I1 = V / R1 = V / R2 = I2 e elas estão Acesas (On) com o mesmo brilho.

    Figura 2: Circuito Equivalente, quando as duas Lâmpadas Eléctricas e a Fonte de Alimentação estão ligadas em Paralelo

    Se a malha do circuito de B2 é um Circuito Aberto, Figura 3, não há passagem de Corrente através de B2, I2 = 0. Assim, B2 está Apagada (Off). Uma vez que a Tensão V aplicada a B1 não se alterou, a Corrente que flui através de B1 continua a ser I1 = I = V / R1. O brilho de B1 não se altera.

    Figura 3: Circuito Equivalente, quando B2 está em circuito-aberto

    Na sua casa, as Lâmpadas, a TV, o ar condicionado e outros Aparelhos Eléctricos estão ligados em paralelo.

    Circuito em Série

    Um Circuito em Série é um circuito cujos componentes estão ligados sequencialmente numa única malha, Figura 1. Num Circuito em Série, a Corrente I, que flui através de cada componente, é a mesma, mas a Tensão, Vx, aos terminais de cada componente pode ser diferente, dependendo da Resistência Rx do componente.

    A Resistência Total R, de um Circuito em Série, é a soma das Resistências de todos os Componentes,R = R1 + R2 + … … + Rn, Figura 1.

    Figura 1: Esquema de um Circuito em Série

    Na Figura 2, as duas Lâmpadas Eléctricas e a Fonte de Alimentação estão ligadas em Série. A mesma Corrente I, I = V / (R1 + R2), flui através das duas Lâmpadas Eléctricas. Porque as suas Resistências R1 e R2 são iguais, R1 = R2, B1 e B2 dividem, por igual, a Tensão V da Fonte de Alimentação, V1 = V2 = V / 2, e estão Acesas (On) com o mesmo brilho.

    Figura 2: Circuito Equivalente, quando as duas Lâmpadas Eléctricas e a Fonte de Alimentação estão ligadas em Série

    Se um Curto Circuito é criado entre os dois terminais de B2, Figura 3, toda a Corrente I, I = V / R1, flui através de S2 e nenhuma corrente flui através de B2. B1 torna-se mais brilhante e B2 Apaga-se (Off). A Tensão aos terminais de B1, V1, é igual à Tensão da Fonte de Alimentação, V1 = V, e a Tensão aos terminais de B2, V2, é igual a zero, V2 = 0 V.

    Figura 3: Circuito Equivalente, quando B2 é curto-circuitada

    Um cordão de luzes de Natal está ligado em Série. Assim que uma das Lâmpadas Eléctricas das luzes de Natal deixar de funcionar, nenhuma Corrente passa no circuito e todas as luzes se Apagam (Off).

    Circuito de Corrente Contínua

    A Corrente Contínua CC (DC) é um fluxo constante das Cargas Eléctricas de um Potencial alto para baixo. Na Historia da ciência da electricidade, uma Corrente convencional é definida como um fluxo de Cargas Positivas.

    O circuito de Corrente Continua é um circuito cuja Corrente Eléctrica flui apenas numa só direcção. O CC encontra-se em muitas aplicações de tensão baixa, especialmente nas aplicações que utilizam Bateria. A maioria dos circuitos electrónicos requer uma fonte de alimentação CC.

    Uma Corrente Eléctrica Contínua flui somente quando o Circuito Eléctrico está fechado, mas deixa completamente de fluir quando o circuito está aberto.

    O Interruptor é um dispositivo que abre, ou fecha, um Circuito Eléctrico. Quando o Interruptor está fechado , Figura 1(a), o circuito está fechado e a Lâmpada Eléctrica Acende-se (On); quando o Interruptor está aberto, Figura 1(b), o circuito está aberto e a Lâmpada Eléctrica Apaga-se (Off).

    Figura 1(a): O Interruptor está fechado, o circuito está fechado e a Lâmpada Eléctrica

    Figura 1(b): O Interruptor está aberto, o circuito está aberto e a Lâmpada Eléctrica apaga-se

    De acordo com a Lei de Ohm, a Corrente I de uma Resistência (ideal), (ou outros dispositivos ohmicos), é directamente proporcional à Tensão V aplicada e inversamente proporcional à Resistência R.

    Lei de Ohm: I = V / R

    Por outras palavras, para uma Resistência fixa (R), quanto maior for a Tensão (V) aos terminais de uma Resistência, maior é a Corrente (I) que a atravessa; para uma Tensão fixa aos terminais de uma Resistência, quanto maior for a Resistência, menor é a Corrente que a atravessa.

    Na Figura 2, uma Resistência é acrescentada ao Circuito de Corrente Contínua, a Resistência total (R) do circuito torna-se maior mas a Tensão (V) da Fonte de Alimentação mantém-se inalterada e, assim, a Corrente (I), que flui através do circuito, torna-se menor. Com o fluir de uma menor Corrente, a Lâmpada Eléctrica torna-se menos brilhante.

    Figura 2: O circuito contém uma bateria, uma Lâmpada Eléctrica, uma Resistência e um interruptor